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COVID-19: Mais efeitos adversos pela infecção do que pela vacina
27-08-2021

Um artigo publicado no dia 25/08/2021 na revista NEJM apresenta dados relativos a um estudo realizado em Israel. Foram analisados quatro grupos: pessoas vacinadas vs pessoas não vacinadas (882 828 pessoas em cada grupo) e pessoas infectadas pelo SARS-CoV-2 vs pessoas não infectadas (173 106 pessoas em cada grupo).

Apesar dos riscos acrescidos de linfadenopatia (78.4 eventos /100 000), infecção pelo Herpes zóster (15.8 eventos/100 000) de apendicite (5 eventos/100 000) e de miocardite (2.7 eventos/100 000), a vacinação não teve efeito noutras patologias para as quais a infecção tem um risco consideravelmente aumentado, nomeadamente: arritmia (166.1 eventos / 100 000), doença hepática aguda (125.4 eventos / 100 000), embolia pulmonar (61.7 eventos / 100 000), trombose venosa profunda (43.0 eventos / 100 0000), enfarte do miocárdio (25.1 eventos / 100 000), pericardite (10.9 eventos / 100 000) e hemorragia cerebral (7.6 eventos / 100 000).

São de referir algumas limitações ao estudo:

  • 1- Distribuição não aleatória das pessoas em função da exposição (i.e, vacinadas e infectadas).
  • 2- Idade média da população em estudo (38 em vez de 43) e inclusão de profissionais de saúde que poderão ter risco acrescido para alguns efeitos adversos.
  • 3- Alguns diagnósticos estabelecidos fora da rede hospitalar podem não ter sido considerados.
  • 4- Maior consciencialização clínica por parte dos utentes após infecção ou vacinação, que os podem ter levado a procurar assistência médica, logo a um aumento dos efeitos adversos, quer para infectados, quer para vacinados.
  • 5- Os efeitos medidos são apenas baseados na nova incidência de eventos adversos específicos estudados; potenciais riscos adicionais podem não ter sido detectados em pessoas com história clínica para um desses efeitos adversos.

Este estudo pretendia enquadrar a vacinação e os riscos associados num contexto de pandemia activa. No caso da infecção, apesar dos riscos de internamento hospitalar, doença aguda e morte serem reconhecidos, pouco se sabe ainda sobre os efeitos secundários. Logo, nessa análise, os autores procuraram avaliar os efeitos da infecção por SARS-CoV-2 na incidência dos mesmos efeitos adversos estudados para a vacina.

Mais estudos serão necessários para avaliar os efeitos adversos a longo prazo.
Algo que é valido tanto para a vacina como para a infecção natural.

 

COVID-19: Mais efeitos adversos pela infecção do que pela vacina
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