
O Poder do Diagnóstico Precoce na Saúde Pública
Falar de rastreios não é falar de doença, mas sim de antecipação e cuidado. Um rastreio oncológico consiste na realização de exames em pessoas que não apresentam qualquer sintoma, com o objetivo de detetar alterações numa fase inicial, onde as probabilidades de cura são significativamente mais elevadas.
Em Portugal, o Serviço Nacional de Saúde (SNS) foca-se em três pilares fundamentais de rastreio populacional:
Destinado a mulheres entre os 45 e os 74 anos, através da mamografia. É um exame rápido que permite identificar nódulos minúsculas, muitas vezes anos antes de serem palpáveis.
Para mulheres (e pessoas com útero) entre os 30 e os 69 anos, através da citologia ou do teste de HPV, prevenindo uma das patologias mais silenciosas do sistema reprodutor.
Aplica-se a homens e mulheres entre os 50 e os 74 anos. O processo começa habitualmente com uma pesquisa de sangue oculto nas fezes, um método simples e não invasivo que permite detetar pequenas quantidades de sangue no trato digestivo, que indiciam a possível presença de pólipos, úlceras ou outras alterações.
Participar nestes programas é um direito e um dever de cidadania para com a própria saúde. Além de manter hábitos de vida saudáveis — como uma alimentação rica em leguminosas e a prática de caminhadas ao ar livre para reforçar a imunidade e os níveis de vitamina D — o rastreio é a primeira e mais robusta barreira de defesa.
Se recebeu um convite ou se está dentro das faixas etárias recomendadas, informe-se junto do seu centro de saúde. Prevenir é, sem dúvida, o melhor caminho para um futuro com saúde.