Vitamina D

O grande paradoxo: sol em abundãncia – vitamina D em dalta

Portugal é amplamente reconhecido como um dos países mais soalheiros da Europa, mas existe um paradoxo que afeta uma parte da população: os níveis insuficientes de vitamina D no organismo. Esta substância desempenha um papel essencial na saúde, uma vez que permite a absorção do cálcio para manter ossos fortes e músculos protegidos, além de fortalecer o sistema imunitário contra infeções. 

Apesar da abundância de luz solar, vários fatores explicam esta carência generalizada. Com o passar dos anos, a capacidade da pele para sintetizar vitamina D através do sol diminui naturalmente. Além disso, o estilo de vida moderno leva a que se passe grande parte do dia em espaços fechados, e o uso indispensável de protetor solar — essencial para prevenir o cancro da pele – acaba também por bloquear os raios ultravioleta responsáveis pela produção desta vitamina. 

Frequentemente, sintomas como cansaço inexplicável ou dores musculares são ignorados ou atribuídos ao desgaste do dia a dia, quando na verdade podem sinalizar um défice de vitamina D. A única forma rigorosa de avaliar a hipovitaminose D é através de uma análise sanguínea denominada 25-hidroxivitamina D. Caso se confirme a carência, o médico poderá prescrever a suplementação adequada. É fundamental sublinhar que a toma de suplementos deve ter sempre supervisão médica, dado que o excesso de vitamina D pode ser prejudicial para a função renal. Para manter o equilíbrio, aproveite o início da manhã ou o final da tarde para pequenos passeios de quinze minutos ao ar livre, aliando o bem-estar físico à prevenção.